Caso Master atinge principais forças políticas da Bahia

No caso de ACM Neto, pré-candidato a governador, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que ele recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, da gestora de recursos Reag.
Já a nora de Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master, segundo o portal Metrópoles. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela.
Em nota, Wagner disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. QUER ENGANAR QUEM????
No caso do PT, há ainda as relações do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, com figuras do partido, como o ministro Rui Costa (Casa Civil).
Pauta para outubro
As revelações envolvendo as relações do Master e de Vorcaro com políticos têm influenciado a disputa pelo governo da Bahia. Os dois principais grupos que devem disputar o cargo se viram envolvidos no escândalo.
Wagner deve ser candidato à reeleição ao Senado e é um dos principais nomes do PT, que disputará a reeleição para o governo do estado com Jerônimo Rodrigues.
Integrantes do União Brasil tentam jogar o desgaste para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que uma das gêneses do caso da fraude bancária começou nas gestões do PT na Bahia, quando Rui Costa era governador.
O petista privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, arrematada em 2018 por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no agora liquidado Banco Master.
Lima deixou o Master em 2023 e levou consigo um dos ativos inclusos no leilão promovido pela gestão de Rui Costa, o Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores e aposentados.
O ministro incluiu o Credcesta no terceiro leilão da Ebal, após duas tentativas malsucedidas de venda da empresa à iniciativa privada. Com o Credcesta, a compra passou a ser vantajosa.
Em fevereiro, Costa defendeu a decisão que tomou quando era governador e argumentou que a operação de cartão de crédito consignado foi o que viabilizou o negócio.
Em outra vertente, Bonnie Toaldo Bonilha, que é casada com um enteado de Wagner, figura como uma das sócias da empresa BK Financeira, que recebeu do Master. O contrato foi firmado em 2021.
Reação cautelosa
Apesar disso, há cautela no União Brasil em como o caso será usado contra o PT. ACM Neto ainda não se posicionou publicamente sobre o caso. O entendimento é que é preciso alinhar com a estratégia de marketing da campanha como o grupo político vai se posicionar. Neto contratou o marqueteiro João Santana, responsável por campanhas vitoriosas do PT, mas hoje crítico ao governo Lula.
Do outro lado, petistas aproveitaram o caso envolvendo ACM Neto para tentar desvincular a esquerda do escândalo. “Espero que a Justiça tome conta, acompanhe, monitore e mostre para a gente de fato a realidade. Eu aguardo que a Justiça faça o seu papel, esse é um tema muito sério”, disse o governador Jerônimo Rodrigues, rival de ACM Neto na disputa de outubro.
A cúpula nacional do União Brasil tem culpado o governo pelos seguidos reveses sofridos em investigações envolvendo lideranças nacionais da legenda. A avaliação é que a Polícia Federal não age sem estar alinhada com o governo do presidente Lula. Apesar de ter indicado três ministros, o partido deve ficar neutro na eleição presidencial e liberar os diretórios estaduais.
- Repasses suspeitos: Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram pagamentos de R$ 3,6 milhões pelo Banco Master e pela gestora Reag ao ex-prefeito ACM Neto.
- Envolvimento de políticos: O escândalo também atingiu a base governista estadual, havendo citações ao ministro Rui Costa e ao senador Jaques Wagner.
- Contratações milionárias: Suspeitas recaem sobre repasses milionários (cerca de R$ 54 milhões) feitos pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, a um escritório de advocacia baiano para atuar no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
- Desdobramentos e intervenções: A fraude financeira generalizada culminou na liquidação extrajudicial do Banco Master e de instituições associadas, como o Banco Pleno, decretada pelo Banco Central
Publicado em: Política



O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), participou do jantar oferecido pelo ex-presidente José Sarney à cúpula do MDB, na noite de terça-feira (29), em Brasília. O encontro consolidou o apoio da legenda à pré-candidatura de Orleans, reunindo lideranças como o presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi.
O jantar reuniu importantes lideranças maranhenses e nacionais do partido, com o objetivo de fortalecer a unidade do MDB e definir os próximos passos da legenda no Maranhão. O governador Carlos Brandão também participou da agenda em Brasília, reforçando o alinhamento político do grupo e o apoio ao projeto de continuidade administrativa da atual gestão estadual.
José Sarney deu as boas-vindas aos convidados e, na ocasião, enalteceu a gestão do governador Carlos Brandão. O ex-presidente afirmou ainda confiar no futuro do Maranhão sob a liderança do pré-candidato Orleans Brandão.
“O governador Brandão vem realizando um trabalho digno de reconhecimento. É um gestor bem avaliado, que soube pacificar o Maranhão e conduzir o estado com equilíbrio. Tenho acompanhado atentamente sua administração e testemunhado as inúmeras obras e avanços alcançados. Por isso, acredito que a continuidade desse governo estará em boas mãos com Orleans Brandão”, disse Sarney, parabenizando-o ainda por seu ingresso no MDB.
Em jantar, ontem (19), na casa do ex-presidente Sarney, com o comando nacional do MDB, foi confirmada a filiação do governador Carlos Brandão ao partido, o apoio a pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão e a pré-candidatura de Roseana Sarney ao Senado.
Mais uma investida do governo Carlos Brandão na atração de investimentos para o Maranhão, cujo foco é a geração de emprego e renda e, em especial, o desenvolvimento sustentável do Estado.
O prefeito Gentil Neto representou Caxias na etapa nacional da 12ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE), onde o município foi destaque entre os finalistas com o projeto “Flor do Campo”, voltado ao fortalecimento das comunidades rurais e tradicionais.
A presença de Gentil Neto no evento simbolizou mais do que uma simples participação institucional. Mostrou o reconhecimento de uma gestão que vem transformando Caxias em referência no Maranhão quando o assunto é desenvolvimento, inclusão produtiva e valorização das famílias da zona rural.
As pesquisas divulgadas em favor do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), contrastam com a realidade dos eventos realizados pelo ex-prefeito no interior do estado. Apesar dos números apontarem ampla vantagem, as agendas de Braide têm registrado baixa participação popular em municípios como Bequimão e Bacurituba, onde fotos mostram encontros esvaziados e sem mobilização expressiva.
O contraste aumentou após levantamento do Instituto Veritá, divulgado no último dia 8, apontar Braide com 59% dos votos válidos. O instituto, porém, já foi alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral por “omissões formais e inconsistências técnicas”. Além disso, chamou atenção o fato de que, em alguns municípios maranhenses, a pesquisa chegou a ouvir apenas um eleitor para compor a amostragem.
Hildete Costa afirma que liminar contraria legislação federal e garante que registro secundário é obrigatório para estatísticos que já possuem inscrição principal em seu estado
A pesquisa está sendo questionada pelo PL, que pediu a sua impugnação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o partido, o “questionário não possui perguntas neutras”. “Das 48 perguntas, 8 (oito) tratam, em claro induzimento, do suposto envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o Banco Master. E mais: as indagações são trazidas em uma ordem muito específica. O questionário constrói uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura. Essa cadeia produz contexto, não mera medição” afirma.
Conforme dito na matéria “
