Ledo engano dos proprietários!!! Mesmo bloqueados, celulares roubados são aproveitados no mercado ilegal

Publicado em   31/jul/2019
por  Caio Hostilio

Estudo mostra que suspensão da linha de telefone roubado ou furtado não impede o funcionamento do aparelho. Além de acessá-lo por rede de wi-fi, os criminosos conseguem mudar o código de identificação para revenda irregular

A ineficiência do bloqueio de celulares após furto ou roubo permite que os aparelhos continuem em circulação no mercado ilegal e em atividades criminosas. Pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) aponta que, apesar de o usuário solicitar o serviço nas operadoras ou na Polícia Civil, o telefone ainda pode ser usado.
O estudo do Sinditelebrasil detalha que celulares bloqueados servem apenas para proteger os dados do dono do aparelho. Mas os telefones continuam em funcionamento e têm apenas a linha suspensa. Dessa forma, o aparelho ainda pode ser usado para acessar a internet e aplicativos, bastando estar conectado a uma rede wi-fi. Entretanto, há criminosos que conseguem burlar esse sistema, mudando o código de identificação. “Tratamos desse assunto junto à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e com os fabricantes. Se tivéssemos um bloqueio eficiente dos telefones, teríamos uma redução de roubos, porque restringiria a venda irregular”, afirma Sérgio Kern, diretor da Sinditelebrasil.
Todo smartphone tem uma identificação, chamada de International Mobile Equipment Identity (Imei). Ele tem 15 algarismos e permite que uma pessoa possa usar chips das operadoras nacionais. Após um furto ou roubo, esse código é bloqueado, deixando a linha inoperante, apesar das outras funções se manterem ativas. “O nosso posicionamento sempre foi pela necessidade de reforço da segurança do aparelho na própria fabricação. Hoje, a clonagem e a adulteração do Imei é feita de forma fácil, permitindo que o celular continue no mercado”, ressalta Sérgio.
O diretor do Sinditelebrasil orienta que usuários de smartphones devem deixar o Imei anotado para conseguir, se for o caso, fazer a interdição da linha posteriormente e registrar ocorrência na Polícia Civil. Geralmente, o código fica exposto na caixa do produto ou pode ser consultado pelo próprio celular: basta telefonar para *#06# que o número aparece na tela.
Agentes da Polícia Civil solicitam o bloqueio do Imei no momento em que a vítima registra ocorrência — em caso de furto, a denúncia pode ser feita pelo site da Polícia Civil, mas a suspensão da linha só ocorrerá se a vítima informar o Imei. “A corporação faz uma interface com a Anatel e encaminha esse pedido via ofício, que é atendido rapidamente”, revela o delegado André Luis Leite, titular da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri).
O celular tornou-se um objeto muito cobiçado por ter rápida venda no mercado irregular e pelo valor elevado, mesmo na revenda. “É importante ressaltar que as pessoas que comercializam smartphones sem procedência fomentam o crime. Podemos observar que os criminosos se especializam nessa prática cada vez mais”, alerta especialistas.

  Publicado em: Política

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